sexta-feira, 30 de julho de 2010

"As escolhas certas"


Hoje eu acordei muito emocionada
Não sabia exatamente o por que,
mas eu queria chorar e agradecer tanta coisa.
E fiquei olhando pra dentro,
relembrando as coisas que desejei no passado
e vi que minha emoção vinha de tantos sonhos realizados.
Porque eu tenho os melhores amigos do mundo,
a família que eu merecia ter,
o namorado mais perfeito e toda a disposição
e capacidade pra tornar pleno o que ainda é lacuna em minha vida.
E, finalmente, eu tenho um compromisso tão real com a felicidade,
e que tudo o mais que me conduza a esta realização
é uma consequência dessa minha escolha.
Eu sei que a vida não é fácil:
se a gente quer um amor e o encontra,
a gente depois tem que negociar com a convivência.
Se a gente tem muitos amigos, as idiossincrasias.
Se o emprego dá grana, às vezes o chefe nos desanima....
enfim, nem todo poeta vive de poesia.,
embora muita gente se alimente dela.
Eu hoje acordei tão emocionada porque sei que cada vírgula da nossa rotina
tem sentido. E que ter uma rotina é tão saudável.
E que ter amigos nos impulsiona,
e que viver um grande amor nos embeleza.
E que fazer " a nossa parte" melhora o mundo.
E que ter bons pensamentos enriquece o Universo.
Eu hoje acordei tão emocionada porque tive a plena consciência
de que eu posso escolher outra coisa sempre,
e que no aprendizado não existe escolha errada.
Eu hoje acordei com a alma em festa,
porque sou feliz como alguém que fez "as escolhas certas".

Marla de Queiroz

Apenas seria.


Imagina nós dois,
eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos.
Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso.
Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você.
Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa.
Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto.
Mas nós dormiríamos juntos.
Pelo simples fato de eu te querer por perto,
e você me querer também.
Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais
e a minha cama ser perfeita para nós dois.
Eu teria medo do escuro, sem você.
E eu andaria apenas com roupas íntimas,
e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar .
Eu fugiria de você, correndo pela casa,
rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal.
E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger.
Nossos sábados a noite seriam nostálgicos,
olharíamos todos tipos de filme,
atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza.
Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados,
no sofá da sala,
ao som da melodia dos créditos de um filme de romance
em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo.
Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias.
E não nos faltaria nada.
Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa
e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária,
nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos.
Nos domingos a tarde,
ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar,
tomando chimarrão e cantando músicas velhas.
Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados,
e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos.
Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio,
no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo,
e perguntar se chorei. Eu negaria.
Você acreditaria.
Me acordaria no meio da noite,
para contar um sonho que teve.
E nós riríamos juntos.
Me acordaria com café na cama,
ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha.
Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira
antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais.
Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos, juntos,
levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa,
e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro.
Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando.
Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria.
Eu iria para a universidade todo dia de manhã,
enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso.
Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio.
Em alguns anos, eu estaria me formando em letras,
e você estaria no topo da carreira naquela mesma empresa.
E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento.
Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor, apenas seria.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Agora? [ A única coisa que sentir diminuir foram as chances dela voltar pra mim. ]



Pra mim tem sido um sofrimento,
amor de um ano e tal pra ti não significa nada.
Quando cheguei daquela festa
depois de te ouvi dizer que não queria me ver nunca mais
entendi que deseijou minha morte, e eu até tentei morrer,
apesar de suas palavras frias
ja tivessem feito eu me sentir como se tivésse morrido,
e perder o amor da minha vida não foi nada facil,
suponho que não seja facil pra ninguém,
o que você faria se o perdesse?
Bom, eu entrei debaixo de um chuveiro de água gelada de madrugada,
não estava exatamente frio,
mais concerteza não estava calor,
pensei que se o gelo adormece a dor externa
talvez a água muito gelada poudesse adormecer a dor interna,
e fiquei ali debaixo sentindo aquelas palavras
me corroerem por dentro,
ter a sensação de que minhas veias tinham estorado
e eu estava sangrando por dentro,
tive a sensação que eu não tinha oxigenio,
mas mesmo tanto tempo ali passando frio,
a unica coisa que sentir diminuir foram as chances dela voltar pra mim,
e como me sinto sobre isso agora?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Esperar [...]


"Eu pensei que conseguiria.
Mas, não. 
Não consigo esperar sem cobrar.
Não consigo ser paciente e dar um passo de cada vez.
Porque pra mim, 
isso é menos que meio passo, é passo nenhum.
Porque eu quero te dizer o quanto você me faz falta
e o quanto eu queria mesmo 
era que você estivesse aqui comigo.
Queria teu ombro, 
teu colo, tua mão, e o resto também.
Faz parte de quem eu sou esse sentimento de imediatismo
e essa vontade incontrolável.
Porque eu posso não saber ao certo o que quero,
mas sei que, 
por mais que esperança seja meu mais evidente sobrenome,
saber esperar não é, 
nem nunca foi, a minha maior virtude."


Rainha de Copas.

É isso.

 
Pule no tal abismo quando seu coração bater tão forte que só te restará pular.
Você só vai saber se fez a coisa certa, fazendo-a.
Só se pode falar do que se conhece e não há como conhecer pela superfície,
é preciso tocar verdadeiramente nas coisas e,
então, se deixar ser tocado por elas.
O importante é lembrar que a escolha é sempre nossa
e que no momento em que tudo nos foge ao controle
é porque chegamos na parte mais importante do aprendizado.
Que o medo não tenha tanto poder sobre nós...
Há sempre uma oportunidade de surpresa,
mas teremos que estar abertos a isso.
Nada é tão definitivo.